"Honey, I rose up from the deads. I do it all the time."

30 de out. de 2016

Gatos e uma madrugada não dormida

Essa semana foi uma reviravolta na minha rotina — e nem estou contando os extremos: prova 7 a.m. + dias sem aula que tem me proporcionado o fim de semestre. — Meu sono: completamente desregulado. Dormir até muito tarde, dormir cedo e acordar cedo sem planejar no dia seguinte. Iludo a mim mesma com a falsa ideia do sono acumulativo.
Acordo às 3 da madrugada e fico aqui, parada, ouvindo a chuva forte que cai e sons esquisitos vindo da sala.
Açúcar e Jack.
Céus, os vizinhos vão me expulsar. Então eles fazem toda essa balbúrdia enquanto eu durmo?
Não reclamo com eles, apenas sorrio enquanto vou à cozinha beber água. A chuva passa e eles se aquietam. Um tempo depois, um barulho peculiar. Jack está roendo meu carregador. Aí, não! Sacanagem, filho!
Ele volta a correr pela casa com a irmã. A cozinha parece que vai vir abaixo. Não os repreendo, aproveito os sons dos resmungos de um pro outro (ou seriam provocações?) enquanto brigam/brincam.
Ontem fez dois anos que Joana se foi.
Há 2 anos e 10 meses, na antiga casa, antes de se tornarem inseparáveis, Rutherford e Joana brigavam como Jack e Açúcar hoje.
Agora, aprecio o som desses dois derrubando o apartamento com um sorriso no rosto. Ouvindo os passos apressados, os rosnados baques no chão, o fogão sofrendo sob o açoite da cauda de um deles, plástico grosso sendo repuxado por presas
...
Droga, estão rasgando o saco da ração.

25 de ago. de 2016

Rodoanel.

Hoje faz um ano.
Um ano do Massacre das Porcas da Rodoanel.
Não há outro nome que se possa atribuir às mortes de 43 animais (19 no local do acidente) animais inocentes que agonizaram durante horas de fome e sede, após toda uma vida miserável, nos momentos anteriores às suas mortes, tudo isso conduzido pela vontade humana.
Faz um ano que aquelas Marias foram assassinadas. Sim, assassinato, porque elas já estavam indo para a morte antes do acidente acontecer.
Faz um ano que eu lembro das imagens dos 110 corpos jogados, sangrando, tomando chuva, agonizando na estrada, presos entre as ferragens e os pesos dos demais corpos.
Morrendo, sentindo as outras ao seu redor morrerem, ouvindo os pedidos de clemência que só elas e quem se revolta contra isso eram capazes de compreender. Sedentas, famintas, desorientadas, perdidas, extremamente feridas e cansadas.
Faz um ano que os funcionários da empresa responsável pela rodovia tentaram DESTOMBAR a carreta para que essa seguisse em frente ao abatedouro, ela acabou tombando de novo e ferindo mais ainda os animais já em estado péssimo.
Faz um ano que 22 porcas tentaram FUGIR, demonstrando sua senciência através da tentativa de sobreviver. Elas foram recapturadas e chegaram a ser levadas ao abatedouro.
Um ano que ativistas que hoje chamo de herois foram lá e fizeram o que eu queria tanto fazer: salvar as que podiam ser salvas e consolar as condenadas em seus últimos momentos. Passando horas no local do acidente, famintos, exaustos e certamente arrasados como nós todos do movimento ficamos, dedicando suas forças àqueles seres com sentimentos, famílias e medos nos quais tantos enxergam apenas uma coisa: carne.
Eles resgataram também as 22 que conseguiram escapar breves momentos, porém outras 220 mães e filhas, com possíveis prenhezes, que chegaram no outro caminhão, que não tombou, seguiram para o abatedouro. A indústria não pode parar.
Terem suas pernas amarradas e rolarem numa esteira até a caldeira de água fervente onde seriam dados choques elétricos. Esse foi o "abate humanitário" que elas receberam.
Um ano que das tetas de uma das porcas que agonizava jorrava o leite de sua cria, que ela ainda tinha em seu corpo. Ela ainda amamentava seus filhotes quando foi tirada do inferno onde estava para ir para outro pior.
Um ano que dezenas de hipócritas que acompanharam o caso na TV mostraram sua falsa piedade para com esses seres nas redes sociais, enquanto continuavam comendo seus sanduíches de presunto.
Faz um ano desde o dia em que aquelas meninas morreram e as que sobreviveram foram encaminhadas para um lugar onde seriam tratadas com respeito.
Um ano desde que se iniciou um processo de cuidado intensivo para sanar os males causados pelo acidente nas que estavam vivas.
Um ano desde que muitas morreram no caminho ao santuário. Desde que muitas morreriam ainda no santuário.
Faz um ano que seguro minha fúria ao lembrar de Rodoanel toda vez que alguém fala "Bacon é vida.".
Bacon é assassinato. Carne é assassinato. Sua alimentação massacra seres inocentes todos os anos e você diz "Bacon é vida"? Faça um favor: Deixe esta.

16 de mai. de 2016

Princesa Peach - gamepolitan 2016

Revivendo isso aqui, porque já tá mais do que na hora da taurina mandar essa preguiça embora, não é mesmo? É mesmo.

Então, vamos lá.

O Gamepolitan ocorreu no último final de semana e eu já estava com uma certa expectativa pra esse evento. Seria a minha primeira vez lá e desde antes de vestir meu primeiro cosplay ( L ♥ ) - no anipolitan, em novembro - eu já estava decidida a ir pro GP com outro (que muita gente já sabe quem é, mas não vou dizer ainda porque não sei bem quando o farei), porém de uma personagem mais conhecida pelo anime do que pelo jogo (nem eu conhecia o jogo até procurar). Como o evento é mais voltado pra jogos e esse é um cosplay que possui um item um tanto quanto (muito) difícil de fazer (pra mim, claro, que não manjo das construções, ainda), mudei de ideia, já em fevereiro. Decidi pensar nas personagens de jogos que gosto, foi quase instantâneo escolher a Princesa Peach  Super Mario Bros. com certeza foi o jogo que marcou minha infância, assim como a de muitos, e eu decidi pôr esse projeto à frente.

Claro que a soma "faculdade + morar longe + sair cedo e chegar tarde + não conhecer o bairro + " 'tô pobre, meu Deus, gastei o dinheiro com comida' " estava tornando a missão de começar o cosplay quase impossível, mas finalmente consegui e deu tudo (quase) certo, claro que com o apoio de muita gente, fosse esse moral, técnico ou financeiro (mãe ).
Ignorem minha cara, por favor.
Sobre o evento, não preciso nem falar da completa falta de estrutura pros cosplayers, que, querendo ou não, são uma atração que o público espera (Eu mesma espero mais os cosplays que muitas das atrações dos eventos). Uma salinha pra poder se trocar não é pedir muito, é o MÍNIMO. Fora isso, não precisa ir de cosplay pra se sentir incomodada com uma coisa: Pra mulheres, banheiro químico é f*. Seja com ou sem cosplay, usar aquilo é difícil quando você tem que fazer um milagre pra se equilibrar e não cair e/ou tomar um banho com a própria urina. As opções de alimentação também estavam MUITO restritas e caras, pra vegana aqui, uma tapioca de goiabada com côco por 10 reais foi uma dor no peito.

Anyway, foi maravilhoso jogar Mario em diversos consoles - principalmente depois de quase 11 anos sem tocar num Super Nintendo - e conhecer o protótipo do jogo Guerreiros Folclóricos, que tem uma temática MUITO legal e me deixou cheia de expectativas. As e os fãs do jogo pedindo pra tirar foto e elogiando meu cosplay também foi muito gratificante. Obrigada :)

Mesmo passando 30% do tempo tendo que consertar a coroa (que eu inventei de fixar depois de pôr laquê), e 10% no tira/bota da saia de tule e das luvas pra ir no banheiro, não me estressei (Aleluia? Aleluia.), nem quando a gênia esqueceu o cartão de transporte no banheiro e só lembrou depois de andar bem um quilômetro e atravessar a passarela, na hora de entrar na estação (cuidado com a burra).

E como eu sou melosa e sou chata e sou clichê, meu muito obrigada a vocês:

Giovanni Isaac e Vitor Fawkier, por todo entusiasmo, as dicas e ajuda com a peruca;
Fuyuka Hideki, por seu entusiasmo e incentivos, mesmo não podendo ir;
Itamar / Sebastian Michaelis, meu mordomo maravilhoso ♥;
Ana Clara Sarraf, por todo entusiasmo e ideias mirabolantes que ela nem sabia se iam dar certo, mas falou assim mesmo, é um amor ;
Beatriz Vale, por emprestar seu cabelo para demonstrações kkkkkkkk
Carol, vamos arranjar mais perucas pra cortar e andar de metrô mais vezes, porque a vista é linda, né nomm????
Edy Hoshi, fundador da loja Japonesque, melhor vendedor do mundo, com quem comprei essas lentes lindas ♥ 
Francisco Veríssimo, que ficou comigo quase todos os momentos do evento, servindo de segurador de mochila e saia de tule a ajeitador de coroa e todo o resto. E BICHA, NUNCA MAIS ME DEIXE ESQUECER AS COISAS.

Então, fica aí a foto do momento em que eu tentei me salvar (Não deu certo, tô enferrujada T_T ).

15 de jan. de 2016

Cosplay #1

Então, essa foto devia ter sido postada há séculos, mas... esqueci, como sempre  ahahhaha #cry

Foi incrível fazer o L, eu realmente o amo demais!
E essa foto está um arraso! O Dihen arrasou mesmo!

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