"Honey, I rose up from the deads. I do it all the time."

9 de ago. de 2015

Pai.



Então, quem me conhece sabe que eu não sou muito dessas datas prontas, essas que magicamente já existiam na nossa vida antes mesmo da gente nascer. Afinal, o que o segundo domingo de agosto têm a ver com você e seu pai? Nada, verdade. Meu pai é meu pai todos os dias, eu sou filha dele todos os dias, então esse dia não é nada especial pra nós além dos demais. Mesmo assim, ele merece um feliz dia dos pais digno, diante de tantas declarações ocorrendo por aí.
Olha, não vou dizer que eu sou a melhor filha do mundo nem que nunca deixei meu pai chateado, mas o fato é que tentei ser sempre a melhor que podia sem ignorar quem eu sou. E o meu pai? É o melhor pai que eu poderia ter. Ao chegar nesse trecho, minha família potiguar já deve estar pensando: "pronto, nessa altura do texto Vitória já começou a chorar.". Fato, na verdade comecei um pouco antes. Malditas lágrimas incontroláveis que insistem em me fazer parecer tão dramática. Acontece que, ao falar dele, realmente não há como evitá-las. Meu pai foi a pessoa que sempre acreditou em mim, foi de quem eu herdei grande parte das minhas manias e trejeitos, o meu humor sarcástico e minha visão do ambiente ao meu redor. É com quem eu compartilho uma data tão especial, afinal, por pouco não nasci no seu aniversário, pai, o presente adiantou algumas horas a chegada. Eu sei que desde sempre você cuidou de mim com o seu melhor, apesar de não ter muita experiência no assunto, principalmente na parte de pentear meu cabelo e cozinhar pra nós hehehe, e que sempre se preocupou mais até do que devia comigo. É, pai, acho que eu te dei alguns muitos cabelos brancos, mas sei que o senhor se orgulha de cada conquista nossa. Nossa, não minha, pois a maior parte do que consegui foi graças ao senhor, graças à sua persistência comigo (apesar de que mesmo eu não persisti e acreditei tanto em mim mesma quanto você fez). Então, pai, eu só queria agradecer novamente por tudo. Eu espero poder agradecer por muitas décadas contigo ao meu lado. Eu te amo muito, até o infinito, ida e volta.

Sua pequena.


P.S.: Sim, foi por causa desse texto que eu estava chorando, está tudo bem comigo hahahahaha

25 de fev. de 2015

A imundície do mercado de animais e a necessidade de se combatê-lo.

Depois de muito brigar em anúncios de vendas de animais, resolvi criar um esquema para explicar a crueldade por trás de um pequeno filhote. Quero deixar claro que não sou especialista no assunto, mas uma protetora de animais apaixonada, futura veterinária e fortemente engajada nessa luta. As situações descritas abaixo são resultado de muitas observações em grupos, vídeos e matérias sobre o assunto, além de, claro, nos próprios anúncios de vendas.
1.     Quais os primeiros problemas a considerar sobre a compra de um animal?
    • Um vendedor dificilmente se preocupa em saber se o filhote está indo para uma casa segura, se será bem cuidado e aceito durante toda sua vida - incluindo a tão temida velhice. Sua preocupação é se aquele filhote te trará lucro. Se uma pessoa oferece dinheiro, ele não vai se importar em perguntar muita coisa, afinal, o dinheiro já está ali, garantido, já o bem estar do animal, pode ficar em segundo plano, não é mesmo?
    • Que o vendedor trata o animal como produto, não é novidade. Mas observemos o ponto de vista do comprador. Aquele animal será seu companheiro. É certo enxergarmos amigos como mercadoria? E, ao enxergar o animal como mercadoria, o comprador assume que ele tem a posse do animal, que é diferente de tutela. Assumindo que é o dono, com plenos poderes sobre o animal, ele se sente muito bem em fazer com o animal o mesmo que foi feito com os pais dele: colocá-lo para gerar MAIS filhotes. AH! Ele também não se martirizará caso não possa continuar com o bichinho, daí vem o abandono, afinal, o vendedor não vai querê-lo de volta e "como dono, ele pode fazer o que quiser". 
    • Se o comprador está realizando tal ato, ele provavelmente quer um animal de raça. Esse ato perpetua o ridículo pensamento de que "cachorro bom é cão de raça", deixando milhões de animais presos nos abrigos e ONGs, que já não têm mais espaço nem dinheiro para acolher mais nenhum dos milhares que vivem nas ruas (incluindo aquele rotweiller, comprado com 30 dias de nascido *leia o item 3 abaixo* abandonado pelo dono-todo-poderoso só porque, após sofrer várias agressões, o mordeu, sacou como é absurdo?)
     2.  Quais são as formas de criação para vendas?
    • Nesse quesito,temos 3 tipos principais: a dos criadores de "fundo de quintal", a dos que têm animais de estimação que reproduzem-se sem interferência dos tutores que, por conveniência, vendem os bebês, e a de canis e gatis especializados em determinadas raças. 
     3.  Como ocorre a criação de fundo de quintal e o que isso traz para os animais envolvidos?
    • Essa forma de criação é, a princípio, considerada ilegal, mas é a forma mais comum dos petshops conseguirem os filhotes que vendem. Ocorre basicamente da seguinte forma: Os criadores mantém os animais (de raça) num local insalubre, sem o mínimo de cuidados veterinários, forçando-os a se reproduzirem sempre que possível, ou seja, as mães, chamadas matrizes, são "estupradas" sempre que seu útero está suficientemente recuperado para aguentar mais uma gravidez. Banhos, tosas, vacinas? Elas provavelmente nunca saberão o que é isso. Gastos "desnecessários" são totalmente desprezados, e enquanto um filhote deveria mamar por cerca de 45 dias ou mais, aos 30 dias são retirados de suas mães e postos à venda, trazendo uma carga psicológica para aquele filhote que o fará ser estressado desde bebê (sacou o lance do rotweiller?). Nada melhor que um cão latindo 24h por dia num apartamento, não é? As matrizes também têm poucas chances de experimentarem uma vida melhor, visto que sua expectativa de vida tende a ser reduzida em 50% ou mais (ou seja, um animal que, numa vida saudável, poderia viver 16 anos, vive 8, mas aos 4, quando não pode mais gerar filhotes devido ao alto desgaste, é descartado nas ruas, quando não assassinado friamente após duros anos de escravidão). Não vamos esquecer que diversas raças possuem doenças genéticas (como o Shih Tzu e a sarna negra) e que, ao estimular a procriação de raças puras, estamos perpetuando essa "deformidade".
    4.  "Tenho um casal de cães/gatos bonitos/de raça, a fêmea engravidou e pariu, não posso vender os filhotes?"
    • Legalmente, nada restringe a venda, mas vamos analisar esse caso a fundo: Fora os problemas listados na resposta à pergunta 1, temos nesse caso o seguinte: Mesmo que seus animais sejam bem cuidados, amados, etc. etc. eles estarão te dando lucro, se te dá lucro, você não vai castrar seus animais (pesquise sobre os mitos da castração), ou seja, eles continuarão gerando mais e mais filhotes que, ao nascerem, serão vendidos, dessa forma, os MILHARES de animais que vagam pelas ruas ou estão enfiados em abrigos nunca terão chance de encontrar um lar. Quer dizer, por que não evitar o nascimento de mais filhotes em vez de condenar os que já nasceram a uma vida triste, sem esperança e de sofrimento? O mesmo serve para a compra de animais em gatis/canis registrados. 
   5.  Então o que fazer caso queira um bichinho?
    • ADOTE/RESGATE e CASTRE (caso não já seja castrado), aumentando assim sua expectativa de vida e trazendo uma vida mais tranquila pra você e seu baby. Tenha em mente que cães e gatos podem viver muito tempo, 15, 20, 30 anos! Eles precisarão de seu amor e apoio durante esse tempo, e consultas veterinárias, alimentação e hábitos saudáveis.
   6.  O que fazer para ajudar a parar esse mercado brutal?

    • Nunca compre animais, divulgue esse texto, ensine, debata, quebre os mitos sobre a castração. Vamos mostrar ao mundo que bicho bom, é bicho vivo e sendo amado independente de raça!

20 de fev. de 2015

Amiga coruja, porque SIM!

Se tem uma coisa que me deixa alegre, é a sensação que pessoas que chamo amig@s me transmitem. São pessoas com quem eu sei que não preciso estar sempre falando (inclusive porque nessa vida de protetora, vegana+cozinheira e mãe de gato, não é fácil), mas que toda vez que nos encontramos, temos companheirismo de sobra para compartilhar os momentos de humor e dor e transformar a presença d@ outr@ num conforto.

Mas, enfim, não vim fazer declaração pr@s mig@s, mas mostrar meu orgulho (? quem sou eu?) e garantir a presença dessa ilustríssima escritora (tá com a bola toda) no meu humilde blog que vai, aos trancos e barrancos, me salvando nos momentos de tensão.

Minha lindíssima amiga Eliana Trabuco, cuja percepção única do mundo encontra-se resumida num pedacinho de buraco negro onde, quem entra, não consegue mais sair:
https://elianatrabuco.wordpress.com/


E que todos os sonhos sejam só o início.