"Honey, I rose up from the deads. I do it all the time."

31 de mai. de 2018

Jack.

Dói.


Dói quando eu ponho uma playlist de Enya pra tocar e vem aquela música que descreve o que eu sinto agora.
Dói quando eu abro a galeria e me bato com uma foto sua, porque não sei se, algum dia, haverá outra foto sua.
Dói quando olho pra Lira e a vejo tristinha, sozinha na cama, porque eu sei que ela sente falta de te dar dezenas de banhos diários.
Dói quando eu vejo Godofredo embaixo da mesa, olhando pro nada, porque eu sei que ele está sentindo falta de brincar com você ali.
Dói quando eu abro os olhos, pela manhã, e não vejo você. Seria o primeiro a me cumprimentar com suas cabeçadas descuidadas.
Dói quando eu olho para os nichos, porque sei que você adoraria brincar neles, e porque sei que você se foi da minha proteção por causa da instalação deles.
Dói quando me perguntam se eu já te encontrei, porque eu tenho que dizer que não, eu não encontrei você. E porque eu tenho que segurar o bolo na garganta para não chorar ali, mesmo.
Dói quando eu ouço um gato miando na rua e corro pra varanda para ver se é você, mesmo sabendo que vai ser a mesma gatinha de sempre.
Dói quando eu vejo um gato preto e branco e praticamente me forço a não enxergar você nele. "Mas será que ele realmente tinha aquela mancha que eu não vejo agora?"
Dói quando eu me lembro que nem pude tirar uma foto de você, Meia Noite e Lira juntos na nova casa, porque ele ainda não está aqui.
Dói quando eu lembro de quando você adoeceu e veio pra cá, e que foi ali que eu percebi o quanto te amava.
Dói toda vez que eu chego ou saio de casa, porque eu tenho que encarar aquela grade e aquela porta que gritam pra mim "POR QUE VOCÊ NÃO SIMPLESMENTE NOS DEIXOU FECHADAS?"
Dói quando eu vejo Shiva tranquila, sentada no corredor, porque eu lembro do quanto vocês costumavam brigar pela passagem.
Dói muito, filho.
Dói tanto que arde minha garganta, pesa no meu peito. Dificulta a respiração.
Dói porque, por mais que eu esteja tentando seguir, por mais que eu esteja fazendo o que preciso e cuidando dos seus irmãos, por mais que eu consiga sorrir e ter dias bons, essa culpa sempre vai estar à espreita. A saudade sempre vai me invadir, vez ou outra, e ela nunca vai vir em paz.
Dói porque eu sonhei tantas vezes com você e a cada vez achava que aquele sonho seria, finalmente, o sinal de que te encontraria, como sempre fora antes.
Mas não eram.
Dói porque eu não pude me despedir, porque você não simplesmente morreu, porque eu sequer sei se você está vivo ou morto.
Dói porque, se estiver vivo, não sei se está bem ou sofrendo, o que tem passado, se está encontrando comida, se foi maltratado.
Dói porque, se estiver morto, não sei o que passou, o quanto sofreu.
Dói porque eu não sei o quanto se sentiu ou se sente sozinho.
Dói porque eu sempre prometi a todos vocês que nada de mal aconteceria enquanto eu estivesse aqui, e eu não pude te proteger.
Dói porque eu te amo tanto, mas você não está aqui e eu não sei se estará, algum dia.

"Onde está você neste momento?
Somente nos meus sonhos.
Você está perdido, mas você está sempre
A um batimento longe de mim.
Eu estou perdida agora sem você.
Eu não sei onde você está.
Eu continuo observando, eu continuo esperando.
Mas o tempo nos mantém distantes.
O inverno se estende diante de mim.
Agora você está tão longe.
Na escuridão dos meus sonhos,
A sua luz irá permanecer.
Se eu pudesse estar perto de você.
Se eu pudesse estar onde você está.
Se eu pudesse te alcançar e te tocar
E te trazer de volta para casa.
Existe uma forma de te encontrar?
Existe um sinal que eu deveria conhecer?
Existe alguma estrada que eu deveria seguir
Para te trazer de volta para casa? Para mim?"

25 de abr. de 2018

25/04/2018


Então, hoje eu fiz 21 anos.

Agora eu definitivamente entrei na casa dos 20, agora eu não tenho um pouco mais que 19, é outra história.

O dia de hoje representa muito, não só por ser meu aniversário, mas por ser o aniversário DESSE ano, por todas as coisas que existem de diferente na minha vida hoje em relação aos 25s de abril dos anos anteriores e por todas as coisas pelas quais eu passei no último ano.

Hoje é o início de um ciclo no qual eu adentro com experiências fortes, posso dizer que pesadas e algumas muito ruins, mas a vida me trouxe aqui e o meu papel, agora, é buscar aproveitar essas experiências como base para desenvolver a sabedoria necessária para circunstâncias futuras. Felizmente, também posso dizer que é um ciclo que se inicia com uma bagagem extensa de experiências boas.

Hoje, mais do que em qualquer aniversário, eu posso dizer que atravessei muitas extensas batalhas. Eu estou aqui, firme, de pé, cada vez com mais vontade de seguir. Isso é mágico, acredite.

Todos que me conhecem um pouquinho sabem a relação que eu tenho com o dia do meu aniversário, com meu signo, com Vênus, Afrodite e com toda a energia envolvida nisso. Esse é, para mim, um dos dias mais poderosos do ano.

Desde os 15 anos, essa energia toda transborda anualmente em dezenas de lágrimas que insistem em rolar por meu rosto, seja com um motivo que as justifique ou, aparentemente, só por ser meu aniversário. Hoje não foi diferente, as gotas escorreram por meu rosto à meia noite e por parte da madrugada, enquanto outras gotas escorriam do lado de fora, por toda a madrugada, por parte da manhã e alguns outros momentos do dia, porém, outra coisa que quem me conhece sabe é o quanto eu fico triste com chuva, o quanto eu sou movida pela luz Solar, e hoje o Sol se abriu pra mim (ou não foi pra mim, que seja), a chuva deu espaço para que o dia brilhasse e esse foi um presente da natureza que eu agradeci com o peito cheio de alegria.

Hoje eu só tenho o que agradecer. Pelas coisas boas, pelo aprendizado com as não tão boas, pela força adquirida com as ruins. Obrigada, Universo.

Como em qualquer dia 25 de Abril, eu agradeço à mulher que me gerou, que me guardou por 9 meses dentro de si, que me guardou por mais tanto tempo em seus braços, a mulher mais incrível da minha vida, minha mãe. Agradeço ao pai mais maravilhoso do mundo, que é um dos maiores exemplos de ser humano que a vida me deu e que sempre cuidou e se preocupou comigo mais do que o necessário, àquele com quem tenho a honra e o privilégio de quase dividir o aniversário. Obrigada por tudo, mãe, pai.

E neste dia, em específico, eu agradeço àqueles que fizeram meu dia tão especial, a todos os que reservaram um minutinho ou mais de seu tempo para me desejar felicitações, me dar um abraço. Sobretudo, a meu amigo, irmão, companheiro dos rolês mais zoados, Paulo Gabriel, irmão de regência, de alma e de vida. Obrigada por ter sido minha companhia em um almoço inesquecível e uma tarde maravilhosa, e pelo fotógrafo maravilhoso que és.

Agora, chega, porque isso já está piegas demais e eu ainda tenho outro texto pra escrever.